24 de janeiro de 2011

Descarte certo

Com atitude e consciência, podemos combater o excesso de lixo tóxico que vem provocando danos à saúde do planeta


Sabe aquela geladeira antiga que você não usa mais? Ou mesmo os aparelhos eletrônicos deixados de lado? Ah, sem contar as pilhas e baterias aposentadas e os remédios vencidos? Se não bastasse a dúvida sobre o que fazer com essas coisas todas, ainda temos de tratá-las com cuidados especiais. “Por conterem substâncias tóxicas, quando descartados de forma incorreta no meio ambiente, esses e outros itens, como óleo de cozinha e lâmpadas, contaminam o solo e a água”, explica a doutora em engenharia química Carolina Afonso Pinto, formada pela Universidade de São Paulo (USP).

“Para quem não recebe água tratada, a opção é captar de rios ou do lençol freático através de poços artesanais. É aí que mora o perigo”, alerta. Como a maioria desses objetos ainda é eliminada junto com o lixo comum nos chamados “lixões”, o impacto é certeiro. “Não há nenhum controle sobre eles, o que amplia a proliferação de gases tóxicos e líquidos poluentes, como o chorume. O resultado são as doenças, além de solo e ar poluídos”, declara Jorge Tenório, professor titular de engenharia de materiais da Universidade de São Paulo (USP). Como isso pode se agravar e nos trazer problemas futuros? Basta olhar ao redor e ver a multidão de pessoas consumindo sem parar. E o pior: sem saber o que fazer com o que possuem. “Produzimos três vezes mais lixo eletrônico do que lixo comum, que já é insustentável ao planeta”, fala Heloisa Mello, diretora de operações do Instituto Akatu, em São Paulo.

“Consumimos 30% além do que o mundo pode renovar, por isso entramos em uma espécie de cheque especial para sobreviver”, conta Heloisa. Exagero? Não quando observamos a quantidade de novidades lançadas a cada dia. “O consumo hoje é descartável. Os produtos têm pouca durabilidade e essa troca é intensa e rápida”, completa. O alerta nos convida a uma reflexão sobre o futuro de nossas ações daqui para frente. “Não podemos deixar para quando sentirmos na pele o problema. É melhor prevenir do que ter de tomar medidas mais duras depois”, reforça Dinah Monteiro Lessa, diretora do Instituto Recicle, em São Paulo.

CONSUMO CONSCIENTE
Pare e pense em quantos objetos você compra, usa e joga for a diariamente. Saberia dizer quais eram realmente necessários? Você usou-os no mesmo instante ou só depois de semanas ou meses? Essas perguntas podem até parecer simples, mas ajudam muito na hora da decisão. “Devemos pensar no descarte assim que escolhemos o produto”, avisa Heloisa Mello. “O ideal é priorizar os que tenham durabilidade e uso imediato.

Além disso, dê preferência às empresas que os fabricam com sustentabilidade”, reforça Dinah Monteiro Lessa. Por exemplo, observar se as embalagens são feitas de materiais recicláveis e se a empresa as recolhe quando perdem a utilidade já ajuda nessa missão. “As pequenas atitudes individuais resultarão em grande diferença. Se cada um fizer a sua parte, a consequência será gigantesca”, ressalta Heloisa Mello.

O esforço de todos colabora e, com a nova lei de resíduos sólidos, o caminho começa a ser traçado de forma mais rápida. Agora, os fabricantes de eletrônicos, eletrodomésticos,lâmpadas, óleos lubrificantes, pilhas e baterias deverão recolher seus produtos após o término de sua vida útil. Nas páginas a seguir,você verá como descartar de forma adequada todos os tipos de lixo tóxico, incluindo os remédios. Veja aqui algumas indicações e consulte no site da revista Bons Fluidos uma lista mais ampla dos locais que recebem esses materiais.

CADA UM NO SEU LUGAR
PILHAS E BATERIAS
Se fizer um passeio rápido pela sua casa e visitar quartos, cozinha, sala e banheiro, talvez você não perceba que todos esses ambientes têm objetos que trazem algo em comum: pilhas ou baterias. Independentemente do tipo ou do tamanho, o estrago que esses itens causam à natureza e ao homem vem dos metais cádmio, chumbo e mercúrio. Quando entram em contato com o solo, a contaminação é certa e se estende às plantas e animais que vivem nesses locais. O mesmo raciocínio vale para nós, uma vez que, eventualmente, podemos ingerir alimentos contaminados em algum momento da cadeia produtiva.
Onde estão: controles remotos, filmadoras, máquinas fotográficas, telefones fixos e sem fio, celulares, mp3s, barbeadores, brinquedos, lanternas, rádios, notebooks, calculadoras, aparelhos de DVD, relógios e outros produtos que usem pilhas ou baterias comuns e recarregáveis.
Como descartar: envolva a pilha ou a bateria em um saco plástico, separando-o do lixo comum, e deposite em postos de coleta específicos.

 

17 de janeiro de 2011

Ideologia: eu quero uma pra comer - SESC




Cresce o número de adeptos de uma alimentação que dispensa o sacrificío dos animais para consumo. São pessoas que apenas consomem produtos orgânicos cujo cultivo não agride a natureza
Você lembra o que comeu ontem no almoço? Provavelmente, não. Como você, a maioria das pessoas talvez não esteja tão atenta assim ao que põe no prato. Menos atenta ainda à procedência ou meio de extração e produção do que come. Estamos falando, sobretudo, da, por assim dizer, controversa carne. Polêmica no ar? Então inclua também todo e qualquer alimento derivado de animal e está armada uma arena de conceitos, filosofias e até mesmo ideologias acerca do que o corpo humano necessita, de fato, ingerir.
O fato é que alguns grupos politizaram o alimento de cada dia. Se antes a política se fazia apenas nas hostes tradicionais - partidos, sindicatos, jornais etc. -, o conceito foi ampliado até atingir o corpo e o prato sobre a mesa. Embora muitos possam dizer que essa é uma discussão que só poderia ocorrer nos tempos atuais - quando a produção de comida é realizada em quantidades industriais - conjeturas acerca das benesses e os prejuízos de comer ou não carne, por exemplo, vêm de tempos remotos. Na Antiguidade, filósofos como Platão e Sócrates já questionavam tal hábito. Hoje em dia, no entanto, há os que vão ainda mais longe. Os vegans (pronuncia-se "vigans", corruptela do termo em inglês vegetarian), ou vegetarianos puros, não ingerem derivados, como leite e ovos; não usam qualquer produto de origem animal, como couro ou lã, e passam longe de produtos testados em animais, como sabonetes e xampus.


Cardápio de protesto

No que concerne à alimentação especificamente, na maioria dos casos o quesito saúde é considerado, mas não como fator principal. "Sou vegetariano por uma questão ética", começa o advogado Ruy Cavalheiro, de 29 anos, vegetariano há doze e vegan há seis. "Consumir carne implica o massacre desnecessário de animais. Depois parei de consumir outros produtos de origem animal, porque a única maneira de obtê-los no capitalismo é por meio de processos cruéis. Se nosso corpo não precisa de produtos animais, então é um luxo consumi-los. A questão da saúde é uma ótima conseqüência, mas não foi a razão principal da minha escolha", atesta o advogado. Vale esclarecer que o termo vegetariano aplica-se a quem não come nenhum tipo de carne; porém, esse indivíduo é geralmente o que se denomina ovo-lacto-vegetariano, ou seja, consome leite e ovos. "Optei pelo vegetarianismo para conseguir uma qualidade de vida melhor", conta a médica Maristela Vilar, que segue essa filosofia há vinte anos. "Não foi de um dia para o outro, foi um processo que se consolidou aos poucos. Fiz pela saúde, mas também para mudar minha postura perante o mundo, perante a vida. É uma atitude pessoal e política." Por um processo parecido passou a socióloga Marly Winckler, secretária regional para a América Latina da União Vegetariana Internacional. "Tornei-me vegetariana principalmente por razões éticas e espirituais. Acho que somente os benefícios para a saúde não teriam tanto peso. Foram outros motivos, como a relação do consumo de carne com a destruição do planeta, a fome e outras razões igualmente importantes que fortaleceram ainda mais minha convicção de largar definitivamente a carne", diz ela, que desde 1995 também é vegan. 
Nenhum tipo de carne de qualquer animal é admitido no prato de um vegetariano - não importa seu grau de desenvolvimento. "Qualquer animal que tenha um sistema nervoso minimamente elaborado sente dor", explica o biólogo Sérgio Greif, mestre em nutrição pela Unicamp, vegetariano desde criança e vegan há sete anos.

Já faz tempo

Não se sabe quem foi o primeiro vegetariano da história. Assim como não se sabe quem foi o primeiro homem a comer carne. Por natureza, o homem é um animal onívoro ou polífago, ou seja, que come tudo. O que preenche nosso prato é, em circunstâncias normais, uma questão de escolha. 
Para partirmos de um ponto, consideremos o início da civilização ocidental. Desde os filósofos gregos, o vegetarianismo é observado. Já naquela época, registros mostram que Sócrates tinha uma profunda preocupação com a violência do hábito de comer um animal, além de questionar os benefícios para a saúde e as conseqüências sociais devido à quantidade de terra exigida para a criação dos bichos. Consta também que Pitágoras era vegetariano. Em homenagem ao matemático grego, os vegetarianos eram chamados de "pitagóricos". Esse termo foi usado até 1847, quando foi inaugurada a Sociedade Vegetariana do Reino Unido. 
As inquietudes dos vegetarianos continuam semelhantes às de Sócrates. "Na mesma área utilizada para criar um boi, seria possível plantar para alimentar até quarenta pessoas", afirma a socióloga Marly Winckler. De fato, a produção de vegetais pode alimentar um número muito maior de pessoas do que a de carne. Afinal, estudos apontam que para produzir 1 quilo de carne, um boi consome 7 quilos de grãos. Por outro lado, não se pode concluir que se o mundo fosse vegetariano não haveria fome. A desigualdade entre os países ricos e pobres é uma das grandes "vilãs" que dificultam essa equação. É o que explica Luiz Felipe Nascimento, doutor em economia e meio ambiente e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul: "A produção agrícola é mais barata e rende mais alimento. Mas o problema da fome no mundo não é a falta de comida e sim o fato de alguns países comerem demais enquanto outros comem de menos".

"Se os matadouros fossem de vidro, todos seriam vegetarianos."

A frase é atribuída a Linda McCartney, falecida esposa do ex-beatle Paul McCartney, referindo-se ao abate de animais para o consumo humano. Que comportamento a humanidade adotaria se tais locais fossem expostos? Não se sabe. Mas, de fato, a maneira como galinhas, porcos, patos, vacas e outros animais são criados e mortos mostrou-se um dos argumentos mais convincentes para se tornar um vegetariano ou vegan. 
Foi depois de uma pesquisa na Internet que a estudante Mayra Vergotti, de dezessete anos, descobriu o que acontecia nos matadouros. Isso foi em 2000 e desde então ela tornou-se vegan. "Adotei o veganismo direto. Minha irmã tentou, mas não conseguiu. Hoje ela é só vegetariana. Será que o prazer de um jantar vale o sofrimento de um animal?", pergunta a estudante. "Isso é especismo. É como o preconceito entre pessoas de diferentes origens, mas nesse caso trata-se do preconceito entre espécies. Por que um ser humano tem o direito de torturar e matar outro animal para saciar seu prazer, enquanto há milhares de alimentos que ele pode consumir?", completa ela que, de tão mergulhada no assunto, escolheu o vegetarianismo como tema para a monografia exigida pelo colégio.
Mas não fica difícil viver com tantas restrições alimentares? "Claro que dificulta um pouco", retoma a médica Maristela Vilar. "Fui à Espanha com uma amiga e tivemos que conversar antes de embarcar. Não vou a qualquer tipo de restaurante e, na maioria das vezes, não poderíamos dividir o mesmo prato." Quanto ao preço, ela acha que acaba gastando mais por optar por uma dieta não comum à maioria. "São produtos com menos aditivos, produzidos em menor escala. Mas tenho outros ganhos que compensam." A estudante Mayra discorda. "Pode até ficar mais barato. A soja é mais barata que a carne e qualquer restaurante tem arroz, feijão e saladas." O advogado Ruy Cavalheiro retoma dizendo que também não vê problema em manter a mesma vida social que qualquer pessoa. "Tenho muitos amigos que não são vegans e que continuam saindo comigo. Eles comem a comida deles e eu a minha."

Dá resultado?

Porém, o que se nota é que é praticamente impossível boicotar todo produto derivado de animal. Até um simples filme de fotografia tem um tipo de gelatina de extratos animais em sua composição. A questão fica sendo, então, onde começa e acaba o boicote. "Vivo nesta sociedade e não me esqueço disso. A intenção não é me retirar. O que vale é protestar como posso", conclui a estudante Helena Thomaz, de 21 anos, vegan há dois. "No Brasil, acho que os efeitos do boicote ainda não são evidentes", admite Marly Winckler. "Na Alemanha, não se pode mais criar animais confinados e nos Estados Unidos o McDonald's, maior símbolo mundial de consumo de carne, não compra frangos criados em condições de horror", informa. O professor Luiz Felipe retoma admitindo que a economia mundial não está preparada para abrir mão dos derivados de animais. "Mas essa resistência é válida", pondera. "Porque pode forçar as empresas a assumir uma posição mais responsável com o meio ambiente e até com a qualidade dos produtos. Esse é um dos pontos do consumo consciente. Se mantivermos o nível e a qualidade atuais do que consumimos, o planeta não agüentará por muito tempo", alerta.

Verdurada

Você já foi convidado para ir a uma feijoada ou churrascada, mas provavelmente nunca ouviu falar em verdurada. Pois ela existe. "Esse nome foi inventado por um amigo, que brincava com o fato de sermos vegetarianos e não podermos nos reunir numa churrascada", explica Ruy Cavalheiro, um dos "fundadores" das verduradas, que existem desde 1996. Atualmente, elas acontecem em um grande galpão na zona sul de São Paulo e reúnem de quinhentas a seiscentas pessoas que vão até lá para assistir shows de bandas hardcores, palestras, debates sobre questões sociais, além de encontrarem barracas que vendem produtos veganos, ou seja, que não contêm nenhum derivado animal. Esses encontros são organizados pelos straight edges, uma versão pacifista dos punks. Indivíduos que também pregam uma sociedade anárquica, mas não usam métodos violentos para combater o sistema. Eles não bebem, não fumam, não usam drogas e muitos são vegetarianos ou vegans. "Já fui punk violento, mas depois que conheci os straight edges, vi que não tenho que bater em ninguém, nem quebrar nada para mostrar minhas idéias. Preciso da minha consciência intacta para conhecer a realidade", conta o estudante Adilson Mendonça, de 21 anos, que adotou o vegetarianismo e há dois meses é vegan. "Fui vegan por cinco anos, mas hoje sou vegetariano", explica Rafael Petroni, de 19 anos. Segundo ele, o preço e a dificuldade em manter esse cardápio no dia-a-dia tornavam a alimentação muito difícil. "Mas agora estou tentando voltar ao veganismo", promete. 
Além dos empecilhos levantados por Rafael, a questão da saúde também é ponto polêmico quando o assunto é ideologia à mesa. A maioria dos nutricionistas atenta para os possíveis males carência de alguns alimentos na dieta de um indivíduo pode causar (ver o box). Só para citar um exemplo, é sabido que as carnes e seus derivados são boas fontes de proteína. Além disso, estudos mostram que o organismo absorve 30% desse ferro quando de origem animal; e somente cerca de 2% a 10% quando de origem vegetal. Segundo o senso comum, a deficiência de ferro pode causar falta de ar, dor de cabeça e irritabilidade, além de problemas no processo de crescimento. Porém, para o nutricionista George Guimarães, também adepto da dieta vegan, o ferro encontrado em fontes vegetais pode ter o mesmo grau de absorção daquele originário de fontes animais, é só uma questão de saber combinar os alimentos. "É importante que as refeições sejam acompanhadas de alimentos que contenham vitamina C, que ajuda essa assimilação, como o suco de laranja, por exemplo", recomenda.

Aquela velha questão - E a saúde suporta essa "ideologia alimentar"?

Ao aderir a uma dieta vegetariana, alguns cuidados devem ser tomados para que não haja nenhum tipo de deficiência nutricional. "Este tipo de dieta deve ser adequadamente acompanhada e é muito importante saber substituir e combinar bem os alimentos", começa explicando a nutricionista do Sesc Márcia Bonetti. "Para isso, o vegetariano pode contar com a ajuda de um profissional da área para obter as orientações necessárias". Márcia já adianta algumas delas: "Para evitar a carência de cálcio, é recomendável consumir alimentos como brócolis, quiabo ou cereais matinais que são enriquecidos em cálcio", esclarece. O consumo excessivo de fibras, segundo ela, também pode trazer graves deficiências de nutrientes e de calorias. "Por isso, recomenda-se moderar o consumo, aumentando a quantidade total de alimentos em combinações entre cereais refinados e integrais". Combinar diariamente, nas refeições principais, pelo menos um cereal e uma leguminosa também é recomendado. Assim como aumentar o consumo de verduras de folhas verdes escuras, como beterraba e frutas secas, como nozes e castanhas. 
É importante também incluir sucos cítricos em cada refeição. "Além de consultar um médico ou nutricionista para possível suplementação de ferro, cálcio, zinco, vitamina B12 e D" completa Márcia. "Principalmente para pessoas que exijam cuidados mais especiais, como crianças, mulheres grávidas e idosos, por exemplo". Para finalizar, a nutricionista alerta: "Evite consumir chá mate junto às refeições, pois contém ácido tânico, que reduz a absorção de ferro. E procure também não ingerir leite junto ao almoço e jantar. Apesar do leite ser muito nutritivo, o cálcio que ele contém compete com ferro momento da absorção".
Preferir madeira de reflorestamento ou certificada para qualquer uso em carpintaria de sua casa é ambientalmente correto e também mais saudável do que os aglomerados, que contêm substâncias químicas como o formaldeído, cancerígeno.
Bandejas de isopor e papel filme que embalam frutas, carnes e frios são a dupla de modernidade que está invadindo os aterros sanitários. Os dois estarão no lixo poucos minutos depois que chegar a sua casa. É interessante questionar com o gerente do supermercado se é mesmo necessário usá-los nas prateleiras.

4 de janeiro de 2011

A Itália proíbe uso de sacolas plásticas


Roma, 31 dez (EFE).- Em 1º de janeiro de 2011 entra em vigor na Itália a proibição do uso e a comercialização de sacolas plásticas no comércio, depois da confirmação da medida em 22 de dezembro em reunião do Conselho de Ministros.
No país só será possível utilizar ainda as sacolas disponíveis em negócios e supermercados até acabarem os estoques, sempre que forem gratuitas aos clientes.
O Ministério do Meio Ambiente comemorou a restrição adotada pelo Executivo, considerando "uma grande inovação, que marca um passo a frente na luta contra a poluição".
Com esta iniciativa, a Itália se soma a países como França, Dinamarca, Irlanda, China e Suíça, que já tomaram medidas contra o uso das bolsas de plástico, que vão desde o pagamento de taxas pelos consumidores para sua utilização até sua proibição.
Para substituir as bolsas de plástico se propôs, entre outras atitudes, o uso de materiais biodegradáveis como o bioplástico ou recorrer às fibras naturais.
Organizações ambientalistas denunciam que as bolsas de plástico têm duração em uso de 15 minutos, mas uma vez desprezadas, podem perdurar por mais de 400 anos na natureza soltando substâncias poluentes.
Além disso, assinalam que as bolsas são causa de sérios problemas ambientais, já que as substâncias nocivas que são compostas se acumulam durante anos em rios e mares, contaminando os recursos naturais.
Este ano é o ano da floresta!


Elas cobrem 31% da área terrestre total do planeta, abrigam o lar de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e têm responsabilidade direta quando o assunto é a garantia da sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas e de 80% da biodiversidade da Terra. É das florestas de quem estamos falando.
Depois de 2010 ter sido dedicado à biodiversidade, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a preservação para uma vida sustentável no planeta.
Sob o tema Florestas para o Povo, a iniciativa mundial inclui a promoção de ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, além de mostrar à população mundial que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos, como a perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, migrações desordenadas para áreas urbanas e o crescimento da caça e do desmatamento ilegal.
Só em 2004, o comércio mundial de produtos florestais movimentou US$ 327 bilhões (algo em torno de R$ 588,8 bilhões), segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A exploração predatória e o desrespeito ao ciclo de vida natural das florestas têm como consequência a ameaça da sustentabilidade econômica, das relações sociais e da vida humana no planeta, pois elas são a fonte de água potável e alimentos.
Por outro lado, fornecem também matérias primas para indústrias essenciais como a farmacêutica e da construção civil, além de desempenhar um papel vital na manutenção da estabilidade do clima e do meio ambiente globais.
Oi meus amigos, estive por um tempo off, mas estou de volta para te deixar por dentro do que está acontecendo com o meio ambiente, e fique ligado porque 2011 é um ano que promete, e estaremos juntos nessa briga a favor do meio ambiente!